Ação da DECOR bloqueou R$ 2,3 milhões e sequestrou imóvel de luxo utilizado como base pela facção criminosa na Região Metropolitana.
![]() |
| Operação Origo 3 investiga lavagem de dinheiro ligada ao Comando Vermelho. — Foto: Reprodução / PC-PA |
A Polícia Civil do Pará deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23), a Operação Origo 3, com o objetivo de desarticular um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa Comando Vermelho. A ofensiva, coordenada pela Diretoria Estadual de Combate à Corrupção (DECOR), concentrou seus esforços na Região Metropolitana de Belém.
Ao todo, foram cumpridos 8 mandados de busca e apreensão domiciliar, expedidos pela Vara de Combate ao Crime Organizado de Belém. Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 2,334 milhões em contas bancárias e o sequestro de um imóvel de alto padrão.
Alvos da Investigação
De acordo com as autoridades, os principais investigados nesta fase da operação são:
- Elizeu Gabriel Rocha Sampaio
- Allan Carvalho Cardoso
- Elias Grael Figueiredo Diniz
- Eliana Regina Cordeiro da Silva
- Andreza Karolina Silva Soares
- Jaqueline Amorim da Silva
- Deiverton Bragança
- Kelly Farias da Silva
Até o fechamento desta matéria, a defesa dos citados não havia sido localizada. O espaço segue aberto para manifestações.
Foco no Núcleo Financeiro
A investigação, que já dura aproximadamente um ano, apura crimes de lavagem de dinheiro com antecedentes de associação para o tráfico e organização criminosa. O foco da Divisão de Repressão à Lavagem de Dinheiro (DRLD) é atingir o núcleo decisório da facção, sufocando o braço financeiro da tesouraria do grupo que atua em nível nacional.
Em entrevista, o delegado Fausto Bucão, responsável pela operação, destacou que o rastreio financeiro foi fundamental para identificar a movimentação ilícita de pessoas que já possuem histórico por tráfico de drogas.
"Conseguimos perceber que toda a movimentação financeira se concentrava nessas pessoas. O imóvel bloqueado, por exemplo, tem indícios fortes de que foi adquirido com recursos ilícitos e servia de base para membros da organização, inclusive para o armazenamento de drogas e armamentos em um condomínio de alto padrão", explicou o delegado.
A Polícia Civil confirmou que as investigações continuam e que novas fases da Operação Origo podem ser deflagradas em breve para identificar outros envolvidos no esquema de lavagem de capitais no Pará.
